06/12/2015

de de

Texto: A última mémoria


            Em meus pensamentos vejo a imagem dela revestida com uma aura tão angelical, que acabo me achando impuro por tocar em seu corpo que nunca conheceu um toque masculino.
            Ela a mulher com jeito de menina, me encantou de uma forma que fiquei fissurado, assim que a vi percebi de imediato que ela não era igual às outras.
            Foi quando fui me achegando a ela e depois de tantas tentativas consegui enlaçar seu coração. Depois de várias rejeições, consegui o que queria, a levei para minha cama e fiz minha mulher, consegui chegar onde nenhum homem conseguiu. Até promessa de casamento eu fiz, mas não a amava, apenas queria tocar no intocável. E depois de fazer tudo o que queria, dispensei-a sem dó nem piedade.
            A última coisa que pude ver foi seus olhos perdendo o brilho de menina, com lágrimas nos olhos e uma tristeza de mulher.
            Passados anos ainda vejo aquela mulher que um dia foi minha, que construiu uma família enquanto eu estava em uma mesa de bar, entornando todas e remoendo o que eu fiz no passado.
            Ela entrou no bar, com um sorriso lindo, mas quando nossos olhos se encontraram eu vi, tristeza misturado com mágoa, quando por fim me dei conta que ela estava acompanhada por um homem e eu percebi que aquele homem vivia a minha vida.

            Quando ocorreu o meu último suspiro, eu descobri que naquela noite trágica foi concebido um ser, que era meu filho e chamava outro de pai e nunca mais saberia que aquele que estava com seu último suspiro era o seu verdadeiro pai.

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