24/08/2012

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Entrevista: Brasilino Júnnior

 
Brasilino Júnnior, nasceu em Pedreiras (MA), no dia 14 de março (Dia Nacional da Poesia), mas reside atualmente na capital São Luís. Há 9 anos atrás escreveu seu 1º poema e não parou mais. Tem um estilo original e criativo de escrever seus versos sobre vários temas. Sem um livro publicado, já recebeu elogios e aplausos de quem já ouviu ou leu sua arte. Mantém um blog de memórias (diarioliterariodeumpoeta.blogspot.com) e um de histórias e entrevistas (historiasdepoesias.blogspot.com) e seu twitter é @Brjr_poesias.

1)      Quando você descobriu que gostava de escrever?
                              Desde o início, aos 6 anos de idade, quando aprendi a escrever no Pré-Escolar com duas professoras, sendo que uma delas é minha irmã! De lá pra cá, já gastei muitos lápis e tintas de canetas em meus cadernos e nos cadernos dos outros, quando não havia mais folhas limpas nos meus. Gosto de escrever hoje tanto com naquela época! A diferença do tempo que aprendi a escrever e ler as palavras pra hoje, é que naquele ano, antes da 1ª série, eu só repetia meu nome completo uma boa parte do dia num caderno, preenchendo todas as linhas das folhas. Com o tempo, vi que a arte de escrever no papel não era só coisa de escola e tinha um sonho de trabalhar com aquilo que eu gostava de fazer, mesmo sem saber bem o quê.  Meu irmão mais novo, falou comigo brincando uma vez que, se eu ganhasse a cada palavra que eu escrevesse no papel R$ 0,10, eu hoje estaria rico (risos)! Realmente, eu escrevo muito. Mesmo em tom de brincadeira, ele percebeu isso!
2     2) Quem lhe inspirou para você escrever seus poemas?
                              Bem, eu iniciei na poesia aos 19 anos. E foi num período pessoal bem difícil, de solidão, mudanças, descobertas. Minha vida tinha dado uma guinada radical. Afinal, eu não era mais criança nem adolescente e tinha que lidar com as realidades do mundo adulto. Com a perda de muitas coisas boas que eu gostava de fazer, como estar com os amigos e jogar futebol, eu me vi ali somente com a música, a leitura e a escrita. Passava uma boa parte do dia na companhia desses três e foi então nessa época que voltei a escrever, porque dos 13 aos 16 eu fazia minhas próprias composições musicais. Comecei apenas desabafando no papel aquela fase. Só que aqueles textos vinham mais maduros, mais criativos e recheado de rimas. Então, como eu não sabia mais musicá-los, eu batizei aquilo de poesia. Logo, eu fui meu primeiro muso inspirador (risos)! Achei que com o fim daquela fase chata de “bem-vindo ao mundo adulto!” as rimas também iriam junto. Eu não me via como um poeta de” p” maiúsculo, sabe? Eu apenas escrevia pra mim e sobre mim. Mas cada vez mais eu escrevia e antes de entrar na casa dos 20, onde ainda estou, eu já tinha três cadernos pequenos praticamente cheios de poemas. Em menos de 10 anos já perdi a conta de quantos já escrevi, mas tenho um repertório bom de temas: crítica social, amizade, amor, Deus, crianças, natureza, questões raciais, futebol, música, a própria arte de escrever, e claro, as mulheres! Basicamente são estas pautas que inspiram as minhas criações.    
3     3)  Você pretende um dia publicar um livro?
                  Sim, claro! Quero muito chegar neste dia. É no que eu tenho trabalho nisso ultimamente. Já tem título e tudo. Já escolhi a pouco tempo as poesias que farão parte dele, a ordem também de cada uma… A capa ficará por conta de um artista plástico que se ofereceu pra criá-la. Tenho em mente que deve ser uma coisa bem elaborada, porque uma obra de arte é pra sempre. Então, tem que sair o mais perfeito possível! E é um sonho não apenas meu, passou a ser de muita gente que já os leu. As pessoas me cobram muito, mas poucos sabem da dificuldade que é publicar um. Ainda mais de forma independente, que segue a linha de raciocínio que eu acredito dentro do mercado editorial. Mas, no tempo certo ele sairá. Deus sabe a hora certa do sonho virar realidade!      
4      4) Qual é o seu maior sonho?
                              Depois de publicar este meu primeiro livro, quero vender em todos os estados brasileiros para que ele possa chegar ao maior número possivel de pessoas. Nas feiras, escolas, faculdades, residências, nas ruas mesmo. Não importa, onde tiver o menor sinal de civilização eu quero chegar lá e mostrar meus versos. Quero atingir todas as idades. Minha poesia não tem um público-alvo!
5     5)  Sua família lhe incentiva a escrever?
                              Acho que o maior incentivo que recebi deles foi a educação. Tanto a educação escolar como a educação familiar. Eles são a base de tudo. Afinal, eles que me matricularam na escola, me levavam quando eu criança, investiram em mim na compra de cada objeto do material escolar. E em casa também foi fundamental, no ensino das lições de casa, nos assuntos das provas… Eu costumo pensar que a maior herança que recebi da escola foram estas duas ferramentas: a leitura e a escrita. E eu não chegaria na literatura se não fosse todo o incentivo da família. Agora falando especificamente das poesias que escrevo, meus pais, irmãos (as) e sobrinhos (as) continuam me tratando do mesmo jeito de sempre. Não mudou nada. Lá casa continuo sendo igual a todos, não tem essa de tratamento VIP. Isso que eu acho bacana neles, porque já ouviram muitos elogios a meu respeito e eles não se deslumbraram. Não que eu quisesse, pois eu também continuo com os pés no chão. Tanto que pretendo  ser outra coisa além de escritor de versos. Não só porque viver de livros no Brasil é difícil, mas porque eu tenho potencial pra ser o que eu quiser!
       6) Você tem ou já teve uma musa inspiradora?
                              Já cheguei a escrever quase 20 poesias pra uma mesma menina lá nos meus 19 anos, acredita? Juntei todas elas e mais uns textos e dei pra ela ler. Como se fosse um livro mesmo, com título, citações e ilustrações. Tudo feito por mim. Mas ela estava mais empolgada com uma viagem que ela faria, do que comigo. Antes de viajar, ela me devolveu com um simples “gostei muito” bem reticente. Sem nenhuma exclamação! (risos)! Hoje eu superei esta frustração e é uma pena que não foi a única que tive. Já tive outras. Ser poeta é sofrer também, senão não é poeta! E sem esses sentimentos que surgem nestes períodos (antes, durante e após) eu não me inspiraria. Por isso, eu não me entristeço quando lembro dessas relações que não deram certo. Pois sem elas eu não escrevia tantos versos, que hoje encantam muitos caras que se viram na mesma situação. E muitos versos rejeitados por algumas meninas eu acabei conquistando outras. Sem mentir, claro! Nunca usei uma poesia que eu tenha feito pra uma menina e disse pra outra que eu acabara de conhecer que ela foi a minha inspiração naquele poema. Hoje é engraçado: São elas que me pedem uma poesia quando lêem alguma que tenha como título algum nome feminino. Isso é bom por um lado, que é o lado profissional. Se elas vêm até a mim, é sinal de que gostaram do que leram. Mas, o lado negativo é que elas esquecem que por trás da caneta tem um ser humano sujeito a todos os sentimentos. Esse é um dilema, mas acredito tirar de letra, com o perdão do trocadilho (risos). Quando conheço alguém nem falo da minha arte. Elas ficam sabendo depois por outras pessoas. Mas, de todas as meninas/mulheres que me inspiraram uma poesia, sendo elas com o seu nome como título ou não, eu tenho um orgulho de especificamente dois: um que fiz pra minha mãe Maria Augusta, em 2008, um dia antes do aniversário dela e em 2010 escrevi Um Poema Para Isabelle, minha sobrinha de quase três anos, mas que na época que me inspirei ela tinha apenas seis meses de vida. Ou seja, nos degraus da família, uma é o início de tudo e a outra é o capítulo mais recente. Este ano eu dei uma cópia pra minha mãe do poema digitado, já que ela só tinha ele com a minha letra, e ela chorou depois que leu. Já a Isabelle, nem sabe ler e já é a musa de uma poesia. Vai demorar um tempo pra ela entender…        

7      7) Como você se sente quando está escrevendo?  
                  É uma sensação muito boa! Só de estar com um papel em branco e uma caneta por si só já é prazeroso pra mim. Imagina então colocar suas verdades naquele papel, ser autor da sua própria história? A cada nova inspiração é como se fosse a primeira vez: A sensação de liberdade no peito, o jogo de palavras rimadas, um grito apriosionado que ganha asas, o alívio do desabafo, um verso que chega inesperado, mas que ali tem seu lugar… E quando eu concluo cada poesia, tenho a sensação de dever cumprido. Pois sinto que é minha obrigação e dever botar pra fora estas emoções que a apartir dali irá conquistar corações!    

    

4 comentários:

  1. Agradeço a você Amanda e a todos que de alguma forma ou outra trabalham neste maravilhoso blog, pelo incentivo em forma de entrevista. Me sinto privilegiado por ocupar um espaço no amandastale.blogspot.com, do qual sou fã desde o seu início. Isso aqui que você faz é genial. Você é exemplo pra muitos jovens que não têem o hábito da leitura no dia-a-dia. Que você continue influenciando mais pessoas. Torço por você. Você merece! Vida longa ao seu blog e que Deus continue te iluminando. Viva a poesia!!! Brasilino Júnnior

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  2. ele é um fera poesia.... thayane siebra

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  3. Vc esta de parabéns e sei que vai longe, lhe conheço desde criança e sei o tamanho do seu potencial.!!!!!!Ass: Daniel Inácio

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  4. Fico muito feliz em ver cada vez mais jovens escritores... Ainda mais um poeta! Atualmente é difícil encontrar alguém com menos de 40 anos que goste de poemas... Só fiquei com pena por causa daquela história da 'musa' que não deu bola pra ele haha
    Obrigada por ter compartilhado, não conhecia o trabalho dele ainda!
    http://acrobatadasletras.blogspot.com.br/

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