22/04/2012

de de

Entrevista com o Escritor Enderson Rafael

      Eu tive a oportunidade de entrevistar o escritor Enderson Rafael, que foi muito agradável, respondendo todas as minhas perguntas. Ele também me mandou uma pequena biografia. 


  Enderson Rafael nasceu em Florianópolis, em 1980. Escreveu seu primeiro romance, aos 19 anos. Formou-se bacharel em Comunicação (Publicidade e Propaganda) pela ESPM-Rio, escola que em 2006 apoiou a publicação de seu segundo livro "Propaganda e Marketing para vestibulandos, calouros, curiosos e simpatizantes". Neste meio tempo, escreveu dois roteiros de longa metragem para cinema, "Geribá" e "Mil Mares". Em 2010, lançou seu primeiro romance, "Todas as estrelas do céu" e agora trabalha como comissário de voo, profissão na qual já soma 5 mil horas de voo e que inspirou seu segundo romance, a ser lançado em 2012, "Três Céus". 

1) Qual foi a sua inspiração pra escrever o livro todas as   estrelas do céu?


          O "Todas as estrelas do céu" surgiu de um questionamento que me fiz. Como sou adotado, me ocorreu pensar no que aconteceria se eu tivesse uma irmã que tivesse tudo que buscava numa menina. A trama nasceu desta reflexão, pra qual eu convido os leitores no meu primeiro romance.


2) Você está com alguma ideia de escrever outro livro?


              Na verdade, tenho mais 5 obras além do "Todas". Meu livro "Propaganda e Marketing para
vestibulandos, calouros, curiosos e simpatizantes” foi publicado em 2006, voltado para estudantes do Ensino Médio e apoiado pela ESPM, onde estudei. Pela mesma editora, a Novas Ideias, saiu o "Todas" em 2010. Agora em 2012 sai meu segundo romance, "Três Céus", pela editora Gutenberg. Será lançado em agosto, durante a Bienal de São Paulo. Depois dele, terei outro romance, o qual estou terminando de escrever.
3) Com quantos anos você descobriu que queria ser escritor?


            Desde a adolescência eu tinha vontade de escrever um livro. Sempre me fascinou a capacidade que os livros têm de existir através dos tempos, de permitir que ouçamos dentro de nossas cabeças hoje, o que alguém escreveu séculos atrás. É uma maneira de ser imortal, de deixar um legado, de registrar suas ideias e seu tempo. Em 1998, durante o último ano do Ensino Médio, comecei um romance mas não o terminei. A história não se sustentava, mas me ajudou a entender a estrutura de um livro. No ano seguinte, então, pude escrever o "Todas as estrelas do céu", que ainda levou 10 anos pra ser publicado.


4) Você teve uma ideia muito criativa de pegar o seu manuscrito, e colocar em praças. Como você teve essa ideia?

              A ideia surgiu durante a FLIP de 2009, em Paraty. Eu tinha levado alguns manuscritos pra lá, pra entregar nas mãos de algum editor, se encontrasse. Mas uma amiga minha que trabalhava no meio desaconselhou essa abordagem, afinal, o "F" de FLIP era de "Festa", não de "Feira". Então, era um lugar descontraído, uma oportunidade dos profissionais se encontrarem e se celebrarem. Por isso, resolvi deixar alguns manuscritos nos restaurantes, para serem encontrados casualmente pelos editores. Fiz o mesmo depois pelo país todo para atingir os leitores, aproveitando minha profissão (sou comissário de voo), e tivemos alguns retornos de gente que leu o manuscrito. Foi muito interessante, mas infelizmente pouco produtivo. De cerca de 100 livros, tivemos uns quatro retornos.


5) Foi depois da sua entrevista para a TV, que você conseguiu que o seu livro fosse publicado? E quanto tempo demorou para que você conseguisse que ele fosse publicado?


              Com certeza as matérias de TV e outras coisas que saíram na mídia contribuíram, mas fundamental mesmo foi o apoio dos blogs. Uma vez que o objetivo da campanha era mostrar a viabilidade comercial do livro, com os blogs recebendo e resenhando, com sorteios e tudo o mais, o livro ficou conhecido, e, portanto tornou-se menos arriscado para a editora. E a previsão se confirmou. Em apenas um final de semana da Bienal de SP em 2010, vendemos mais de cem livros no estande da Saraiva. No final daquele ano saiu a segunda edição.


6)  Você teve apoio para ser escritor? De quem?


           Meus pais foram grandes incentivadores da leitura, mais que da escrita. Nunca pedi o apoio deles especificamente pra isso, mas sempre notei que eles gostavam da ideia, e ficaram muito felizes quando meu primeiro livro foi publicado, em 2006. Dali pra frente, sempre me incentivaram, embora reconhecessem, assim como eu, que é uma carreira árdua e incerta. Por isso nunca pude me dedicar integralmente a ela. Talvez no futuro isso aconteça, é uma meta que busco. Quem em apoia mais que tudo são meus leitores, meus amigos, minha esposa,  e claro, meus editores também.


7) Você está pensando em escrever algum novo livro? (Se tiver do que vai se tratar).


             Bom, meu próximo romance, "Três Céus", sai em agosto, e antes disso já quero deixar pronto meu livro seguinte. "Três Céus" é um romance com três histórias que correm paralelas e são unidas por um final cheio de suspense e ação. Um comissário experiente em busca do amor da sua vida, uma comissária novinha que deixa sua cidade no interior pra ganhar a vida como tripulante na cidade grande e um comandante cujo casamento está em crise. Será uma oportunidade única dos meus leitores conhecerem o universo da aviação de uma maneira realista, creio que nunca um livro de ficção foi tão fiel à realidade do cotidiano dos tripulantes de companhias aéreas. E é claro, com muitos cenários incríveis, que são, em minha opinião, a característica mais marcante da minha escrita. Depois dele, devo lançar "Alba", meu próximo romance. Uma história completamente diferente, narrada em primeira pessoa. E uma dica: se passa na Escócia!


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